Classificado para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, adiados para o próximo ano, devido à pandemia do Covid-19, Lauro Chaman, da Memorial/Santos/FUPES, comentou como foi receber a notícia e como fica a preparação para os jogos a partir dessa pandemia. Vale lembrar que o atleta é o único brasileiro que conquistou medalha em Jogos Paralímpicos (prata e bronze no Rio 2016).

Atleta já está classificado para as paralimpíadas (Foto: Divulgação)

O atleta, que é natural da Araraquara, onde vive com sua família, comentou que o momento é de ter prudência e pensar na saúde de todos, e que o primeiro ministro do Japão não poderia ter tomado decisão melhor: “Com certeza foi a melhor decisão a ser tomada. Os jogos também foram criados com a intenção de promover a amizade e integração entre os povos, e agora o momento é de união e de mostrar o valor social do esporte. Estamos tendo um grande impacto social, com muita gente tendo que lidar com perdas dos seus entes querido, então o adiamento dos jogos foi para um bem maior”.

Atleta disse que concorda com o adiamento e que o momento é de ter prudencia
(Foto: Divulgação)

Essa semana, após estudo e negociações entre o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e dirigentes das federações esportivas e de comitês nacionais, foi decidido que os Jogos Olímpicos serão realizados entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021 e os Jogos Paralímpicos serão entre os dias 24 de agosto e 5 de setembro. “O momento é muito incerto, não sabemos quando retornaremos as competições, mas, quando isso acontecer, acredito que será um recomeço e teremos muito tempo para nos preparar até a realização dos jogos, principalmente os atletas da Europa, que estão em uma situação pior que a nossa agora.”

Seguindo as recomendações dos órgãos da saúde, Lauro está em casa, onde realiza alguns treinamentos indoor: “Os treinamentos são indoor, com rolos e treinos funcionais, claro que é inevitável a queda no rendimento, mas sob orientações médicas o maior foco é manter a imunidade alta e pensar na saúde”.

Muito religioso, o atleta acredita que devemos tomar o momento como aprendizado: “Eu nunca imaginei passar por algo do tipo. Até conversava com amigos sobre acontecer uma guerra, ou algo assim, mas uma doença que assombra o mundo todo, isso, confesso que nunca passou pela minha cabeça, parece um filme, mas tenho muita fé em Deus, sei que estamos passando por isso para algum aprendizado e o momento é de reflexão, de dar mais valor ao que temos, à nossa família, amigos e até coisas simples da vida. Tenho esperança de que logo estaremos todos juntos”, finalizou.

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