Trabalho realizado com 300 mil pessoas afirma que transporte ativo ajudará a limitar efeitos de longo prazo na pandemia.

Enquanto o Brasil amarga uma queda bastante acentuada na produção de bicicletas, as vendas de bicicleta na Europa crescem a cada dia. Isso porque, em muitos países europeus, o transporte público é a principal opção de deslocamento para uma parcela muito maior da população. Com a pandemia da Covid-19, a bike ganhou muito espaço como forma simples, barata e segura para muita gente.

Agora, um novo estudo publicado pelo Imperial College de Londres e pela Universidade de Cambridge sugere que, com mas pessoas indo trabalhar de bike, espera-se uma redução no número de mortes por outras causas, inclusive doenças cardíacas e câncer.

A avaliação envolveu a analise de dados de 300 mil pessoas que se deslocaram a pé ou de bike entre 1991 e 2016, com o material tendo sido publicado na revista The Lancet Planetary Health.

Segundo o material, pessoas que pedalam para o trabalho tem as seguintes características:

-Redução de 20% na taxa de morte prematura.
-Redução de 24% no risco de doenças do cardiovasculares.
-Redução de 16% nas mortes causadas por câncer.
-Redução de 11% em diagnósticos de câncer.

No caso das caminhadas, também foi observada uma redução na incidência de câncer na casa dos 7%. Porém, o restante dos dados foi bem semelhante aos daqueles que deslocam-se de carro.

Segundo o Dr Richard Patterson, que conduziu o trabalho, é importante que as autoridades estimulem ainda mais o uso das bicicletas, já que com o maior risco envolvido no transporte público, a troca do meio de deslocamento para os automóveis seria desastrosa para a saúde das pessoas e do meio-ambiente.

Fonte: pedal.com.br

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