Jill Warren e Morten Kabell, presidentes da ECF (Federação Europeia de Ciclismo), veem nestes anúncios “a oportunidade de pressionar com medidas mais concretas, para andar de bicicleta, nas propostas de recuperação da UE.

O vice-presidente executivo da Comissão, Frans Timmermans, anunciou que a utilização da bicicleta deve fazer parte do novo financiamento para a mobilidade que será implementado pela UE, a par de outras medidas, como carregamentos de automóveis elétricos e transporte público.

 Frans Timmermans

O comissário holandês Timmermans é o rosto principal de todo o processo “Green Deal” (Acordo Verde Europeu) e tudo indica que o pacote de mobilidade urbana que Bruxelas disponibilizará seja da ordem de 20 mil milhões de euros.

A verba será entregue aos Estados-Membros através de fundos regionais da UE, com o objetivo de apoiar os desafios relacionados com a redução de poluição do ar, mudanças climáticas e bem-estar dos cidadãos.

O anúncio segue a proposta da Comissão da UE da criação de um pacote para a bicicleta de 13 mil milhões de euros destinados a infraestruturas e acesso a bicicletas elétricas distribuído por seis associações europeias (CIE, CONEBI, ECF, ECF, ECLF, IMBA EU e EBMA), acompanhadas por atividades intensivas de lobby público e privado em Bruxelas.

Manuel Marsilio, secretário-geral da CONEBI (Confederação da Indústria Europeia da Bicicleta) elogia o compromisso: “Começamos a preencher a lacuna entre a utilização da bicicleta e outros modos de mobilidade na agenda da UE. Este apoio de alto nível é necessário para que a UE financie as autoridades locais e os governos nacionais relativamente a infraestruturas de ciclismo, reduções de IVA, bonificações de compra de bicicletas e e-bikes, além de ‘pedalar’ em desenvolvimentos de mobilidades urbanas inteligentes e conectadas”.

Kevin Mayne, Presidente da CIE (Indústrias da Bicicleta Europeias), explica a importância do anúncio. “O primeiro ponto é o nível em que o anúncio foi feito; este foi o cerne absoluto da formulação de políticas da UE, que é o primeiro passo para a utilização da bicicleta. Em segundo lugar, foi a clareza do endosso, a bicicleta é, juntamente com os outros modos, uma responsabilidade essencial da UE, não oculta na política de transporte local. Esta é uma grande inovação para o setor”.

Jill Warren e Morten Kabell, presidentes da ECF (Federação Europeia de Ciclismo), veem nestes anúncios “a oportunidade de pressionar com medidas mais concretas, para andar de bicicleta, nas propostas de recuperação da UE e trabalhar com as nossas organizações e membros para garantir que os Estados-Membro estejam prontos para investir os fundos alocados em melhorias e incentivos à utilização da bicicleta, que atinjam os nossos objetivos de mais e melhor ciclismo para todos na Europa”.

Processo está longe de terminar

Em comunicado divulgado pela ABIMOTA – Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins, a CONEBI – Confederação da Indústria Europeia de Bicicleta, salienta, contudo, que “o processo está longe de terminar porque esses anúncios precisam de se transformar em planos e orçamentos que podem ser distribuídos pela EU”.

As associações ligadas ao setor recordam que a bicicleta não estava na agenda da Comissão da UE para a recuperação há algumas semanas, “mas agora deve ser capaz de competir por uma parcela justa dos financiamentos no plano de recuperação. Isso complementa uma ampla gama de anúncios em níveis nacionais e municipais que constatam o ciclo da bicicleta a recuperar-se mais rapidamente do que qualquer outro modo de transporte”, diz a CONEBI.

Fonte: https://www.motor24.pt/sites/wattson/bicicleta-fara-parte-de-financiamento-europeu-para-a-mobilidade/966931/

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