Parte 1 do documentário sobre carreira do ex-ciclista estreia nesta quarta (17/6), às 18h30, na ESPN e no ESPN App.

Depois de superar um câncer avançado no testículo, que já havia se espalhado para outras partes do corpo em 1996, todos os olhos estavam em Lance Armstrong quando ele voltou a pedalar no ano seguinte. Mas foi em 1999, quando ele venceu seu primeiro Tour de France – a corrida mais prestigiada e difícil do ciclismo – que seu status foi realmente elevado e ele se tornou um dos atletas mais reverenciados da época.

Armstrong se tornou um nome familiar. Ele se tornou uma causa, um movimento.

Armstrong foi lançado aos holofotes do mundo inteiro e ajudou a aumentar a popularidade do ciclismo. Ele venceu o Tour de France sete vezes seguidas antes de se aposentar aos 33 anos. Voltou anos depois – embora não no mesmo nível – e pedalou em várias corridas antes de se aposentar novamente.

30 for 30 ‘LANCE’, dirigido por Marina Zenovich

Parte 1: estreia nesta quarta, 17/6, às 18h30 (horário de Brasília), na ESPN e no ESPN App

Parte 2: estreia em 24/6, às 18h30 (horário de Brasília), na ESPN e no ESPN App

Apesar de todo o seu sucesso e glória, a carreira de Armstrong não foi isenta de controvérsias. Desde o início de seu domínio no mundo do ciclismo, ele foi constantemente acusado de utilizar substâncias para melhorar o desempenho – acusações que ele negou veementemente. Eventualmente, no entanto, a verdade apareceu. Em 2012, suas sete vitórias no Tour de France foram retiradas após um relatório da Agência Antidoping dos EUA e, em 2013, ele admitiu publicamente que, de fato, havia feito o uso de substâncias ilegais durante cada uma de suas vitórias no Tour de France.

Ascensão…

ANTES DE SUA VITÓRIA no Tour de France de 1999, Armstrong andava de bicicleta por todo o mundo há anos – afinal, ele foi um triatleta na adolescência.

Mesmo antes de seu diagnóstico de câncer, Armstrong estava ganhando corridas. Em 1993, ele venceu o Thrift Drug Classic em Pittsburgh, o K-Mart West Virginia Classic e o campeonato nacional CoreStates USPRO na Filadélfia – um trio de vitórias conhecidas coletivamente como o Triple Thrift Drug Crown of Cycling.

Em 1999, seu primeiro troféu no Tour de France foi impulsionada em parte por quatro vitórias na etapa. Ele superou Alex Zulle, o segundo colocado, por 7 minutos e 37 segundos. No entanto, Jan Ullrich – com quem mais tarde teria uma rivalidade – não participou por causa de uma lesão, então Armstrong ainda não estava no topo do mundo do ciclismo. Marco Pantani, um ciclista italiano, também não pôde participar em 1999.

Ullrich e Pantani estavam no Tour de France de 2000 – e, assim, começou a rivalidade Armstrong-Ullrich. Armstrong superou Ullrich por seis minutos e dois segundos no Tour de France de 2000, apesar de vencer apenas uma etapa. Armstrong também ganhou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 2000.

Em 2001, Armstrong superou Ullrich novamente, desta vez por 6 minutos e 44 segundos. Em 2002, Ullrich não participou devido à suspensão, e Armstrong venceu o espanhol Joseba Beloki por 7 minutos.

Em 2003, a história se repetiu: Armstrong venceu Ullrich por apenas alguns minutos. Em 2004, Armstrong venceu seu sexto Tour de France – um recorde – terminando 6 minutos e 19 segundos à frente do ciclista alemão Andreas Klöden – Ullrich terminou em quarto.

Armstrong venceu novamente em 2005 – e então anunciou que iria se aposentar para passar um tempo com sua família e dedicar seus esforços à sua fundação para o combate ao câncer.

Queda…

EM 2008, ARMSTRONG DESISTIU da aposentadoria. Ele continuou ignorando as acusações de doping e disse à ESPN que estava preparado para trabalhar mais para continuar competindo no mais alto nível – à essa altura, ele tinha 37 anos.

A ESPN fez um perfil de Armstrong para sua primeira corrida de retorno em janeiro de 2009, o Tour Down Under, na Austrália. Dos 127 ciclistas que completaram a corrida, Armstrong terminou em 27°.

Apesar de ter dificuldades em várias corridas – e ainda se esquivando das alegações de que ele nunca competiu em um Tour de France estando limpo – Armstrong decidiu participar da corrida de 2009. Ele terminou em terceiro naquela ocasião, mas, como observou Bonnie Ford da ESPN, ainda era impressionante: ele já tinha 38 anos e estava longe do ciclismo profissional por três anos.

Antes do Tour de France de 2010, Armstrong disse que essa seria sua última corrida. Por volta dessa época, seu ex-companheiro de equipe dos EUA, Floyd Landis, enviou e-mails a executivos de ciclismo, detalhando seu uso de substâncias para melhorar o desempenho. Landis também acusou Armstrong e outros colegas de equipe de fazer o mesmo.

“Quero limpar minha consciência”, disse Landis à ESPN na época. “Eu não quero mais fazer parte do problema.”

Ainda negando as alegações e dizendo que não havia provas, Armstrong competiu no Tour de France de 2010 meses após os e-mails do Landis, chegando em 23° lugar.

Armstrong não pôde evitar as acusações nem na aposentadoria. Mais de seus ex-companheiros de equipe começaram a falar em 2011, em uma prévia das evidências que eles darão contra ele no caso da Agência Antidoping dos EUA.

Em outubro de 2012, um relatório da USADA contra Armstrong não deixou dúvidas de que ele, de fato, estava sob influência de substâncias proibidas durante a maior parte de sua carreira. Ele não contestou o caso, foi destituído de todos os títulos a partir de agosto de 1998 e, finalmente, foi banido do ciclismo para sempre.

Por fim, Armstrong confessou publicamente em uma entrevista com Oprah Winfrey em janeiro de 2013. A entrevista foi sem emoção e não ficou claro se Armstrong se arrependia do que fizera. Ele admitiu ter utilizado substâncias proibidas em todos os Tour de France em que competiu e venceu.

Em abril de 2018, a longa estrada legal terminou para Armstrong e Landis quando chegaram a um acordo no caso federal das denúncias de Landis, que foi tomado pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Fonte: ESPN

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