Alberto Contador prepara o lançamento de sua marca de bicicletas, batizada A Bikes. O espanhol de 37 anos, campeão do Tour de France, Giro d’Itália e Volta a Espanha, trabalhou pessoalmente no design e no marketing de sua nova empreitada, em parceria com o ex-ciclista Ivan Basso, com o objetivo de apresentar uma bike com freios a disco mais leve possível. Nas palavras do próprio Contador, uma bike que ele sempre sonhou.

A bike com freios a disco que leva a assinatura de Alberto Contador

Vale lembrar que este é o segundo projeto conjunto dos dois ex-ciclistas na indústria, já que ambos fundaram a marca Bend36, especializada em cremes e produtos para o corpo desenvolvida para quem pratica esporte.

Antes da pandemia, Contador e Basso começaram a promover a bicicleta. Mas, com a quarentena, tiveram que esperar. Os ciclistas da equipe continental Kometa, bancada pela Fundação Alberto Contador, inclusive, começaram a temporada com a novidade, mas os planos foram adiados por alguns meses.

Contador é, segundo quem o acompanha, um perfeccionista. Foram 18 meses de pesquisa e desenvolvimento até chegar a uma bike de carbono que pesa entre 6 quilos e 6,5 kg. A bike leva grupo Shimano Dura Ace Di2, pedivela com medidor de potência integrado Rotor 2Inpower (só este equipamento custa 950 euros), guidão FSA, rodas Vision Metron e selim da marca Prologo.

Nos protótipos apresentados até agora, a bike tem listras preto e branco e acabamentos em preto. Um dos aspectos mais valorizados da bicicleta, segundo Contador, é sua versatilidade. É uma bicicleta que, embora tenha força na subida, também tem um bom desempenho no plano, segundo o próprio.

Foi com uma bike de sua nova linha que o espanhol superou dia 10 de julho a recente marca do australiano Lachlan Morton e se tornou o novo recordista Everesting, que consiste em pedalar o equivalente aos 8.848 metros de altura do Monte Everest, o mais alto do mundo, no menor tempo. Em um “teste” com a nova bike, Contador marcou 7 horas, 27 minutos e 20 segundos na parte mais difícil da subida para Navapelegrín, em Segóvia, na Espanha, baixando o tempo em mais de dois minutos em relação ao recorde anterior, de 7 horas, 29 minutos e 57 segundos alcançado por Morton em 20 de junho nos Estados Unidos.

“Estou em tempos de trabalho árduo, me preparando para lançar minha bicicleta. Queria testar alguns materiais e também verificar o comportamento da bicicleta em ambientes muito específicos, desde a exaustão. No outro dia, brincamos com a conquista do desafio e muitos comentários me incentivaram a fazê-lo”, comentou. “Loucura no Everesting concluída. Graças às suas mensagens, fui encorajado e fiz. Mais de sete horas de pedalada e 8.848 metros de altura. Desafio exigente, mas uma experiência muito agradável.”

Nesta terça-feira (21 de julho), porém, Contador comunicou, em suas redes sociais, que sofreu um tombo e quebrou uma costela durante um treino. “Pela primeira vez na vida quebrei uma costela. Nunca aconteceu comigo, apesar das muitas vezes em que beijei o asfalto a mais de 50 km/h”, escreveu.

Fonte: Bike Magazine

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