As disputas serão realizadas de 24 a 27 de setembro na nova sede, depois que a Suíça viu-se impedida de receber as competições por causa da prorrogação das medidas anti-Covid 19.

O Campeonato Mundial de Ciclismo de Estrada será realizado em Imola e na região da Emilia-Romagna (Itália) confirmou, nesta quarta-feira (2 de setembro), a UCI (União Ciclística Internacional). As disputas serão realizadas de 24 a 27 de setembro na nova sede, depois que a Suíça viu-se impedida de receber as competições por causa da prorrogação das medidas anti-Covid 19.

O programa de competição para o Mundial UCI foi adaptado por causa da pandemia e apenas as corridas de estrada e contrarrelógio das categorias Elite serão disputadas este ano. A maioria dos ciclistas das categorias Elite já se encontra na Europa, ao contrário do ciclistas mais jovens (Juniores e Sub 23), cujas delegações nacionais, num número significativo de casos, não poderão viajar para Itália devido a restrições de viagens impostas em vários países, Brasil inclusive.

A largada e a chegada de todas as provas serão no autódromo de Ímola, mas os percursos propostos pela comissão organizadora serão diferentes: a prova de estrada masculina terá 259,2km com um total de quase 5.000m de escalada, enquanto a extensão da prova feminina será de 144km, com uma ascensão acumulada de 2.750m. O circuito (28,8km) será o mesmo para o masculino (9 voltas) e feminino (5 voltas) e incluirá duas subidas difíceis (3km no total com uma inclinação média de 10% e as secções chegando a 14%). Essas características oferecerão aos competidores um perfil comparável ao de Aigle-Martigny (Suíça) e vai privilegiar os escaladores.

Já o circuito de contrarrelógio (a ser percorrido uma vez tanto no masculino quanto no feminino), de 32 km, será plano, com uma diferença de altitude de 200m, adequando-se aos maiores especialistas da modalidade.

Imola, situada a cerca de 40 quilômetros de Bolonha, sediou o Campeonato Mundial de Estrada UCI em 1968, o ano em que as vitórias foram para o italiano Vittorio Adorni e a holandesa Keetie van Oosten-Hage. O Autódromo Enzo e Dino Ferrari também foi palco de várias chegadas do Giro d’Italia.

“Parabenizo o comitê organizador de Imola pela excelente qualidade de seu arquivo de licitação, que conseguiu produzir em um curto espaço de tempo. Também gostaria de agradecer aos outros três candidatos Peccioli (Itália), Alba Adriatica (Itália) e Haute-Saône (França) que também enviaram arquivos sólidos à UCI. Não foi uma escolha fácil, mas mostra que, mesmo neste período difícil que vivemos, os Mundiais da UCI ainda são muito atrativos para as cidades e suas regiões”, comentou David Lappartient, presidente da UCI.

“Embora a atribuição dos Campeonatos Mundiais UCI Road 2020 a Imola seja uma excelente notícia, meus pensamentos também vão para o comitê organizador de Aigle-Martigny, a quem agradeço sinceramente por seu empenho e pela qualidade de nossa colaboração nos últimos dois anos”, afirmou.

“O Mundial na Itália tem ainda grande valor simbólico para a UCI pois será realizado em um país que sofreu enormemente com a pandemia Covid-19, mas foi capaz de enfrentá-la de forma eficaz e com coragem. O evento será, à sua maneira, um sinal de retorno à normalidade em uma região onde a situação de saúde já está sob controle”, destacou.

Programação

Quinta-feira, 24 de setembro: Contrarrelógio individual Elite Feminino
Sexta-feira, 25 de setembro: Contrarrelógio individual Elite Masculino
Sábado, 26 de setembro: ciclismo de estrada Elite Feminino
Domingo, 27 de setembro: ciclismo de estrada Elite Masculino

Fonte: Bike Magazine

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